Evan Daugherty fala sobre a criação do guião de ‘Divergente’
Evan Daugherty, o responsável pelo guião da adaptação cinematográfica de ‘Divergente’, deu recentemente um entrevista ao Bookish onde fala sobre o seu interesse em escrever o guião do filme e os desafios da adaptação!

Bookish: Como decidiste optar por uma adaptação de um livro para jovens-adultos como teu próximo projecto?
Evan Daugherty: Eu estava à procura em muitas coisas – muitas bandas desenhadas – e ler muitos livros, e nesse processo… li cinco desses livros para jovens-adultos. Li “Pure” de Julianna Baggott, “Legend” [de Marie Lu], “Delirium” [de Lauren Oliver] e “This Dark Endeavor” [de Kenneth Oppel] – é tipo uma versão porreira para jovens adultos da história de “Frankenstein”.
Bookish: Então leste algumas coisas populares que estão a ser compradas – porque escolheste adaptar ”Divergente?”
ED: É um sentimento reciproco, de assumires um pedaço de material que se enquadra com o que o estúdio quer. As coisas que me atraíram em “Divergente” foram as especificidades da personagem Tris. Ela começa naquele mundo incrivelmente protegido, altruístico e pacífico e depois decide basicamente juntar-se ao equivalente aos Navy Seals. Isto é um grande arco de personagem, é divertido acompanhar isso. E “Divergente” diferencia-se por estar próximo de alguns filmes que eu realmente gosto, tipo o treino militar como no filme “Top Gun” ou no meu guilty pleasure “GI Jane.”
Bookish: Qual tem sido para si o maior desafio da adaptação?
ED: Acompanhar Tris desde onde ela começa até onde termina. É complicado porque o livro é uma leitura repleta de muitas e boas ideias. Então, condensar isso num bom e fiel filme de duas horas é desafiador. Não tens só de estabelecer cinco fações, também tens de reconhecer que há uma sexta entidade, que são os divergentes, e também tens os sem fação. Portanto, existe um mundo que tem realmente de ser construído no grande ecrã… o filme vai fazê-lo um pouco mais eficientemente.
Bookish: E claro, deve haver uma ênfase no romance de alta importância entre Tris e Quatro.
ED: Eu respondo com o facto de que é um livro para jovens-adultos cheio de acção, e eu sei – tendo conversado com Veronica sobre isso – que ela tem muito orgulho disso. Eu fico obcecado com a dureza do filme, mas de igual importância é a história de amor entre Tris e Quatro. É inerente e indissociável à jornada de Tris como personagem. Vai haver muita tensão sexual e química, mas é importante que todas essas coisas não pareçam despropositadas, mas sim que tudo isso ajuda Tris a crescer como personagem.
Bookish: Como trabalhaste na tradução das cenas de simulação para o grande ecrã?
ED: As simulações proporcionaram alguns dos maiores desafios. Como referência cinematográfica, Chris Nolan fez um excelente trabalho em “Inception” com aquele mundo dos sonhos a parecer real mas a não o ser. Tu queres que as simulações sejam visualmente ricas, e também queres que tenham riscos para eles. Queres que sejam assustadoras e que pareçam reais.
Bookish: Já imaginaste atores para os papeis que estás a escrever?
ED: Apesar de todos os rumores de casting que tenho visto, eu ainda não deixei isso infiltrar-se muito no meu cérebro – provavelmente porque li o livro tantas vezes antes de começar a ver essa discussão começar [nos sites de fãs].
Fonte: Bookish

